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A SPEA é uma ONG de ambiente sem fins lucrativos, que tem por missão trabalhar para o estudo e a conservação das aves e seus habitats, promovendo um desenvolvimento que garanta a viabilidade do património natural para usufruto das gerações futuras.
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Notícias


Primeiros britangos já partiram do Douro, rumo a África


O Douro, um britango macho, já começou a sua viagem anual para África. Deverá percorrer mais de 3000km nas próximas duas semanas, num épico voo de volta ao território onde passa o inverno, dividido entre a Mauritânia e o Mali – uma viagem incrível que pode ser seguida online, aqui no site do projeto Life Rupis.

À semelhança do que aconteceu o ano passado, o Douro foi um dos primeiros a partir, de entre os britangos que o projecto Life Rupis equipou com transmissores de GPS – e partiu exatamente na mesma data que em 2017: 28 de agosto. Para além de permitirem a qualquer curioso testemunhar as viagens de cada um destes abutres, os dados enviados por estes transmissores permitem aos especialistas perceber os hábitos da espécie e identificar locais importantes para a sua conservação.

Estas aves voam dias seguidos, parando apenas para dormir. Em muitos casos, há áreas ao longo da sua rota onde costumam pernoitar todos os anos.

“O ano passado tivemos britangos que percorreram mais de 400km num dia!” diz Joaquim Teodósio da SPEA, coordenador do projeto Life Rupis. “Para além do desgaste físico, é uma viagem cheia de riscos, desde linhas elétricas em que podem ser eletrocutados, ao risco de envenenamento, seja intencional ou por comerem animais envenenados. E ainda há o risco de serem abatidos por caçadores ilegais.”

Das 5 aves seguidas pelo projeto, duas já deixaram de enviar informação. O Bruçó deixou de dar sinal ainda durante o período de invernada, em África, e a Poiares terá deixado de emitir já depois de regressar ao Douro no final do inverno passado. A ausência de transmissões pode dever-se a algum problema dos aparelhos, aos britangos estarem em zonas sem cobertura GSM - zonas em que os transmissores "não têm rede" - ou no pior dos casos pode ser sinal de que as aves tenham morrido. Recentemente, a equipa teve mais momentos de preocupação quando Rupis, o primeiro britango do Douro Internacional a ser marcado com transmissor de GPS (em 2016), deixou também de dar sinal durante algumas semanas. Mas este britango voltou a aparecer no mapa no início de agosto, levando a equipa a crer que o seu “silêncio” se deveu a uma deslocação à zona a norte de Tabara (Zamora), onde o transmissor fica sem "rede".

Espera-se que Rupis e Faia, a outra britango com transmissor ainda em emissão, sigam o Douro e partam também para sul nas próximas semanas.

Estes e os outros britangos que anualmente deixam o norte da Península Ibérica permanecerão em África até ao início do ano que vem, altura em que, se tudo correr bem, iniciarão a viagem de volta ao norte. Desejamos-lhes uma boa viagem, e ficamos à espera de os ver de novo a voar sobre as Arribas do Douro!

1 de setembro de 2018


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