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Notícias


Abutres juvenis já voam no Parque Natural do Douro Internacional


Trinta jovens britangos já voam no Douro Internacional, acompanhados de um juvenil de abutre-preto. São dados da campanha anual de monitorização nos Parques Naturais do Douro Internacional e de Arribes del Duero.

As equipas de técnicos e vigilantes da natureza dos parques naturais do Douro Internacional (Portugal – ICNF) e Arribes del Duero (Espanha – Junta Castilla Y Leon) concluíram mais uma campanha anual de monitorização das aves que nidificam nas escarpas rochosas do canhão do rio Douro. Os trabalhos de campo para recenseamento, estudo do sucesso reprodutivo e vigilância das 7 espécies rupícolas (britango, grifo, abutre-preto, águia-real, águia-perdigueira e falcão-peregrino), iniciados há 9 meses atrás, em pleno inverno, terminam com cerca de 30 crias voadoras de britango, também designado abutre-do-egipto e símbolo dos dois parques fronteiriços. Estas crias, as mais tardias de todas as aves rupícolas, fazem neste momento os seus primeiros voos e são nesta altura visíveis no canhão fluvial do Douro, exercitando-se para a viagem migratória que as levará ao continente africano - o que sucederá nas semanas seguintes.

O presente ano foi marcado, mais uma vez, pelo êxito reprodutivo do único casal nidificante de abutre-preto conhecido no Douro Internacional/Arribes del Duero. O seu local de nidificação foi severamente afetado por um dos grandes incêndios que assolaram esta região transmontana em julho de 2017, que consumiu o seu ninho e queimou mortalmente a cria, com a idade de 80 dias, que aí se encontrava. Tratando-se de uma pequena população residente, de entre 5 e 10 abutres pretos, distante em mais de 100 Km das colónias mais próximas, temia-se que este casal, que vinha nidificando no PNDI desde 2012, pudesse abandonar este território. Foi então elaborado um plano de emergência que, entre outros aspetos, previu um programa de vigilância intensivo - iniciado em novembro de 2017. Em meados de fevereiro de 2018 o casal reapareceu e iniciou a construção de um novo ninho, instalado, tal como os 2 anteriores, num zimbro (Juniperus oxycedrus) - árvore autóctone de pequeno porte, que tem nas encostas do Douro Internacional as suas maiores manchas nacionais. A construção do ninho, a postura do único ovo, a incubação (55-60 dias), a eclosão e o crescimento até aos primeiros voos (cerca de 110 dias de permanência no ninho), foram acompanhados de perto pelas equipas do ICNF e JCYL. O sucesso da nidificação desta espécie expressa a elevada resiliência perante as graves ameaças que pairam sobre a sua conservação.

O abutre-preto tem estatuto de Criticamente Em Perigo, segundo o Livro Vermelho de Vertebrados de Portugal, e é uma das espécies beneficiadas pelo projeto Life Rupis.



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