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A SPEA é uma ONG de ambiente sem fins lucrativos, que tem por missão trabalhar para o estudo e a conservação das aves e seus habitats, promovendo um desenvolvimento que garanta a viabilidade do património natural para usufruto das gerações futuras.
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Notícias


Abutre-preto: ação internacional rápida evita desgraça


O abutre-preto Carrascalinho, marcado com um transmissor de GPS na área de intervenção do Life Rupis, tem estado a voar em território perigoso nas últimas semanas. Ao seguir os movimentos desta ave jovem, a equipa da VCF reparou que tem estado a voar perto de turbinas eólicas. Os abutres chocam muitas vezes com estas turbinas, podendo ficar seriamente feridos ou mesmo morrer. Especialistas, autoridades e empresa eólica mobilizaram-se para evitar que algo acontecesse a Carrascalinho.

Perigosamente perto das turbinas

Nas últimas semanas, Carrascalinho pregou-nos um susto ao entrar numa área aberta cheia de turbinas eólicas, na Galiza. Embora o abutre voasse a maior parte do tempo a 200m de altitude, algumas das turbinas constituíam um perigo. Ao sair do seu local de repouso favorito Carrascalinho passava a 100m de algumas turbinas, voando a uma altitude de 110m, em que corria o risco de chocar com a turbina. Além disso, aterrar e levantar voo perto das turbinas era também muito perigoso, claro. Quando a equipa da VCF se apercebeu da situação, contactou os colegas da SPEA, e iniciaram uma reação em cadeia que rapidamente deu frutos. Em pouco tempo conseguimos seguir os movimentos da ave, perceber o que estava a atraí-la para a área, e parar temporariamente as turbinas.

Desligar as turbinas

A equipa da SPEA contactou um colega da Sociedad Española de Ornitología (SEO), que por sua vez contactou as autoridades da Galiza. Dado o alerta, o Departamento de Ambiente da Xunta de Galicia e o Ministério da Indústria rapidamente pediram à empresa que desligasse as turbinas eólicas. Felizmente, a empresa parou temporariamente as turbinas para evitar que Carrascalinho chocasse com elas.

O que atraiu o abutre a este local?

A Xunta de Galicia enviou agentes para investigar porque é que Carrascalinho estava na zona. Logo no primeiro dia, descobriram porquê: estava a alimentar-se de um cadáver de cavalo. Para incentivar o abutre a deixar esta zona perigosa, a Xunta de Galicia tapou o cadáver de cavalo com um plástico, um procedimento obrigatório quando há uma carcaça perto de turbinas eólicas, para evitar colisões.

A história de Carrascalinho

Este abutre-preto juvenil foi encontrado numa rotunda em Valongo, desidratado, debilitado e esfomeado. Em janeiro deste ano, depois de recuperar forças, foi equipado com um transmissor de GPS e devolvido à natureza junto ao miradouro de Carrascalinho, em Freixo de Espada à Cinta. Desde então, a ave tem viajado pelo norte de Espanha – chegou mesmo a ir à zona de Bilbao! Nos últimos meses, Carrascalinho tem estado na Serra do Cando, na Galiza, aparentemente devido à abundância de carcaças de animais na região, e foi aí que se aproximou perigosamente das turbinas.

E agora?

Vamos continuar a acompanhar os dados de GPS e a situação no terreno, para que as turbinas possam ser paradas sempre que necessário para reduzir o risco de colisão. Esta é uma situação dinâmica e complexa, mas com a colaboração da empresa de energia continuaremos a trabalhar para reduzir os riscos para Carrascalinho e para outros abutres na região.




Foto: João Tomás


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