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A SPEA é uma ONG de ambiente sem fins lucrativos, que tem por missão trabalhar para o estudo e a conservação das aves e seus habitats, promovendo um desenvolvimento que garanta a viabilidade do património natural para usufruto das gerações futuras.
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Notícias


Veneno volta a matar espécies protegidas em Portugal


Partilhamos excertos do comunicado da Liga para a Proteção da Natureza (LPN) por considerarmos que este é mais um grave episódio de envenenamento ilegal de espécies protegidas no Alentejo, detetado pelas equipas do Life Imperial
O projeto Life Rupis condena esta prática ilegal, extremamente lesiva para o ambiente e a saúde humana, dado que o nosso trabalho se foca e dedica à conservação de aves rupiculas.
O projeto Life Rupis vai iniciar, em 2017, várias ações de campo, com equipas cinotécnicas da SEPNA/GNR - um dos parceiros do projeto - para controlar e desmotivar este tipo de práticas no Douro Internacional.
É nossa expectativa ver o ministério do ambiente e o sistema jurídico trabalhar conjuntamente, de forma mais eficiente, para combater estes crimes.


"Neste recente caso, que continua em curso, o primeiro animal detetado, um milhafre-real encontrado ainda com vida pela Liga para a Protecção da Natureza, apresentava sintomas de envenenamento agudo, que incluía vómitos, espasmos musculares e outros sintomas de grande sofrimento. O animal foi encaminhado para o centro de recuperação de animais silvestres (RIAS/ALDEIA em Olhão), tendo sobrevivido e onde ainda se encontra em recuperação.

A deteção deste animal despoletou imediatamente o patrulhamento da região pela equipa cinotécnica de venenos da GNR que viria a detetar, uma semana depois, 1 raposa morta na mesma área e com fortes indícios de morte pela mesma causa. Nesse mesmo dia foram ainda detetados os cadáveres de mais 5 milhafres-reais e 1 águia-imperial-ibérica, ambas espécies ameaçadas em Portugal, também com fortes indícios de envenenamento. A situação continuou, com a deteção no dia seguinte de mais 3 cadáveres de milhafres-reais, perfazendo até esta data um total de 11 animais envenenados associado a esta ocorrência e que tudo parece indicar ter uma origem comum.

As equipas do SEPNA da GNR têm vindo a recolher todos os cadáveres encontrados, assim como outras evidências no local que foram encaminhadas para análises forenses e que possibilitarão em breve a confirmação da causa de morte, a identificação da substância utilizada e o autor deste crime. Este novo episódio de envenenamento massivo, o maior identificado até agora na Zona de Proteção Especial de Castro Verde, não é um caso isolado, existindo um demasiado longo historial de eventos de envenenamento identificados nos últimos anos.

Em 2016, este é já o quarto caso de morte de águia-imperial-ibérica registado no Baixo Alentejo cujos indícios são compatíveis com morte por envenenamento, pondo em evidência o risco real que esta ameaça representa para a conservação desta e de outras espécies com os mesmos hábitos de se alimentarem de animais mortos (necrófagos). No caso da águia-imperial-ibérica, em que as ameaças não-naturais podem pôr em risco toda a população nacional, atualmente constituída apenas por 15 casais reprodutores, esta é uma ameaça séria e é por isso um dos focos de atuação do LIFE Imperial. Com este projeto já foi implementada uma medida pioneira em Portugal que criou e tem há um ano em funcionamento 7 Equipas Cinotécnicas da GNR (binómios Homem/Cão) para a deteção de veneno.

O uso ilegal de veneno é uma prática muito lesiva para a natureza mas que pode também afetar os seres humanos e os animais domésticos de uma forma bastante gravosa. Existe um elevado risco para a saúde pública, quer por introdução na cadeia alimentar humana através do consumo de animais contaminados (por exemplo, coelhos, lebres ou predizes) ou através do contacto direto por manipulação de iscos ou contacto com fluidos de animais envenenados."


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